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  20 de Abril de 2018  |   185 visitas

CAMPANHA DE LUTA CONTRA A SOLIDÃO

Campanha contra a solidão : Vamos dar a mão a quem precisa! – Santa Casa da Misericórdia de Paris


CAMPANHA DE LUTA CONTRA A SOLIDÃO

A Santa Casa da Misericórdia sensibiliza o público para a luta  contra a solidão. Dia 23 de junho, no Consulado Geral de Portugal em Paris, a associação realiza as Jornadas Sociais dedicadas a este importante tema. 

A Santa Casa da Misericórdia de Paris trabalha há mais de duas décadas em prol dos mais necessitados. Para além da ajuda alimentar ou administrativa, a questão da solidão é um flagelo global do qual os Portugueses em França também sofrem e à qual a SCMP está atenta. Dia 23 de junho às 9h30, no Consulado Geral de Portugal em Paris organizamos as IX Jornadas Sociais em torno da questão da solidão. Para além de um momento de reflexão, o objetivo é, igualmente, o de reunir voluntária(o)s  para acompanhar as pessoas que se encontram isoladas e carecem de apoio moral e afetivo.

Venha dar a mão a quem precisa! Junte-se à Santa Casa da Misericórdia de Paris no combate ao flagelo da solidão!

 

 

 

 

 

COMBATER A SOLIDÃO (PDF)

·         Nas permanências de acolhimento social do « Sécours Catholique » em 2016, foram acolhidas 1 438 000 pessoas, das quais 62,2% procuravam simplesmente alguém com quem falar, alguém que as escutasse e as considerasse. Os pedidos de ajuda alimentar, aparecem em segundo lugar (56%)[1].

·         « Uma das doenças que, hoje, vejo mais difusas na Europa é a solidão, típica de quem está privado de vínculos », disse o Papa Francisco no Parlamento Europeu[2].

·         Mais de dois milhões de jovens de 15-30 anos, vivem isolados em França, sem relacionamento regular com familiares, amigos, vizinhos ou colegas[3].

·         Em 2016, cinco milhões de pessoas com mais de 15 anos (um residente em França sobre dez) não encontram nem passam tempo com outras pessoas ou só raramente[4].

·         Segundo os resultados do inquérito PRI (Passagem à Reforma dos Imigrados) 35,4% dos Portugueses interrogados declaram sofrer de solidão e 46,2% de depressão, com maior ou menor intensidade[5].

·         De 1900 a 2002 houve 1 240 417 Portugueses inscritos no regime francês de proteção da velhice. Mais de um quarto já faleceram e calcula-se que sejam cerca de 600 000 os aposentados ainda em vida[6].

·         Em 2016 a CNAV transferiu para Portugal a reforma de 168 618 beneficiários de direito próprio e de 43 031 de direito derivado (pensões de reversão pagas em caso de falecimento do cônjuge)[7].

 

Da análise comparativa destes elementos deduz-se que cerca de 400 000 aposentados permaneceram em França, dos quais, pelo menos um quarto, vivem sós, em consequência do falecimento do cônjuge, de nunca terem vivido em casal, de terem divorciado ou de ser família monoparental. São elevados os riscos de solidao para este grupo de idosos.

 

Hojé é uma evidência que a solidão é um terrível flagelo da sociedade atual, em progressão galopante. E as vítimas não são só os idosos. Atinge todos os grupos etários, com maior ou menor intensidade, mesmo crianças e adolescentes. E ninguém está livre de um dia se encontrar nessa situação.

 

As causa são variadas mas o sentimento de isolamento é real. A solidão pode resultar de fatores relacionais, bem como de ordem afeitiva ou material. Começa por um sentimento de vazio, de incompreensão, de inutilidade, de perda da autoestima. O relacionamento com os outros esmorece e os contatos tornam-se cada vez mais raros. Sofrem em silêncio. Evitam os contatos. Procuram encobrir a  sua melancolia.

 

A Santa Casa da Misericórdia de Paris preocupa-se com esta situação e tem vindo a refletir sobre a melhor forma de organizar o devido apoio. Mas encontra-se confrontada com um garve dilema : há cosnciência do fenómeno mas ignora-se onde se encontral os casos, dados que os interessados não se manifestam ou apenas raramente.

 

Torna-se necessário ira o seu encontro começando por lançar uma campanha de informação e sensibilização dos interessadis através dos meios de comunicação social, da rede associativa, das comunidades cristãs e de outros meios de contato.

 

Todavia, para que possa organizar o apoio necessário com o mínimo de eficácia, a Santa Casa necessita da adesão de muitos mais voluntários com disponibilidade e vontade para prestar apoio aos compatriotas que dele necessitam, através das permanências sociais, da recolha e distribuição de géneros alimentícios e de animação daqueles que se encontram isolados e carecem de apoio moral e afetivo.

 

As próximas jornadas sociais que se realizarão no Consulado Geral de Portugal emParis serão a ocasião para refletir sobre esta questão e sobretudo de discutir a melhor forma de atuação. Não hesite. Informe-se e inscreva-se.

 

7 Avenue de la Porte de Vanves

75014 Paris

Tel. : 01 79 35 11 03

Site : www/misericordiadeparis.org

E-mail : contacto@misericordiadeparis.org



[1] Relatório do acolhimento realizado em 2016 em França pelo « Secours Catholique-Caritas France » publicado em 09.11.2017
[2] Discurso do Papa Francisco no Parlamento Europeu a 25.11.2014
[3] Inquérito CREDOC para a Fundação de França, publicado a 15.09.2017
[4] Inquérito CREDOC para a Fundação de França realizado  em dezembro de 2015 e janeiro de 2016 junto duma amostragem representativa de 3 050 residentes em França com 15 e mais anos, publicado em 05.12.2016
[5] Inquérito PRI, realizado de novembro de 2000 a fevereiro de 2003, em colaboração com a CNAV (Caisse Nationale d’Assurance Vieillesse), junto duma amostragem de 1001 Portugueses residentes em França com idades compreendidas entre os 45 e os 70 anos. « Os Portugueses em França na Hora da Reforma », Santa Casa da Misericórdia de Paris, Edições Lusophone, Paris, 2008, quadros 123 e 124, páginas 483 e 484.
[6] Contribuintes para o regime geral de velhice francês, de 1900 a 15.12.2002. Dados fornecidos pela CNAV e publicados em « Os Portugueses em França na Hora da Reforma ».
[7] Rapport Statistique 2016 du CLEISS (Centre des Liaisons Européennes et Internationales).