Mensagem do Provedor

 


A Santa Casa da Misericórdia de Paris foi fundada há 24 anos por um grupo de ativos do social, preocupados já na altura com as dificuldades que enfrentavam alguns dos nossos compatriotas e cientes que a precariedade se iria agravar num futuro próximo. Confiaram nas suas capacidades para poderem propor  um melhor dia-a-dia, e deram as mãos num esforço comum propondo algum do seu tempo no sentido de responder às necessidades mais básicas das pessoas com dificuldades.

Os homens e mulheres que criaram a SCMP, como os que por ela passaram depois, fizeram um excelente trabalho. Hoje, esta instituição recebe, com a minha colaboração enquanto Provedor, um novo elemento de forma a prosseguir com este trabalho, uma obra da qual nos podemos orgulhar.

O mundo em que vivemos mudou muito em 24 anos, e ele é, hoje, cada vez mais global e inter-dependente mas mais individualista também. O tecido social e familiar sofreu muitas alterações (a coincidir com uma época) em que o próprio Estado se liberta cada vez mais do seu papel social.

Este conjunto de fatores facilita e facilitou a forte expansão e agravamento da precaridade que hoje toma múltiplas formas : crise alimentar, de alojamento, psicológica, social, laboral, familiar...

Ao nascer e perante a morte somos todos iguais : a diferença está no caminho que se percorre entre estes 2 pontos e compete-nos a nós, mais « afortunados », ajudar o nosso próximo a percorrê-los.

Fazemos um apelo e contamos com a vossa ajuda pois é da nossa responsabilidade dar continuidade ao trabalho da SCM de Paris iniciado há 24 anos. Cabe-nos agora a nós adaptar a Instituição com os meios indispensáveis à nova realidade.

Sei que a SCMP pode e poderá contar com a vossa preciosa ajuda para respondermos aos desafios que temos perante nós e enfrentar os perigos a que muitos dos nossos compatriotas estão confrontados.

O Provedor e a sua equipa ao serviço de todos.

António Fernandes

(Maio 2018)

 

 

 

MESSAGE DU PRESIDENT (PROVEDOR)
La Santa Casa da Misericórdia de Paris a été fondée il y a 24 ans par un groupe d'activistes sociaux,
déjà inquiets, à l'époque, par les difficultés rencontrées par certains de nos compatriotes, conscients
que la précarité s'aggraverait dans un futur proche. Ils se sont appuyés sur leurs compétences pour
pouvoir proposer une meilleure vie au quotidien, et ils ont uni leurs forces dans un effort commun
en donnant une partie de leur temps pour répondre aux besoins les plus élémentaires des personnes
en difficulté.


Les femmes et les hommes qui ont créé la SCMP, comme ceux qui l'ont intégrée entretemps, ont fait
un excellent travail. Aujourd'hui, cette institution reçoit, avec ma collaboration en tant que Président (Provedor), un
nouvel élément pour poursuivre ce travail dont nous pouvons être fiers.


Le monde dans lequel nous vivons a beaucoup changé en 24 ans, et il est aujourd'hui de plus en plus
global et interdépendant mais aussi plus individualiste. Le tissu social et familial a subi de nombreux
changements (coïncidant avec une époque) dans lesquels l'État lui-même se libère de plus en plus de
son rôle social.


Cet ensemble de facteurs facilite et a facilité la forte expansion et l'aggravation de la précarité qui
prend aujourd'hui des formes multiples: crise alimentaire, de logement, psychologique, social, de
l’emploi, familiale...


À la naissance et face à la mort, nous sommes tous égaux: la différence réside dans le chemin qui va
d’un point à un autre et c'est à nous, plus «fortunés», d'aider notre prochain à voyager à travers eux.


Nous faisons appel et nous comptons sur votre aide car il est de notre responsabilité de poursuivre le
travail de la SCM de Paris entamé il y a 24 ans. Il nous appartient maintenant d'adapter l'Institution
aux moyens indispensables à la nouvelle réalité.


Je sais que la SCMP peut et pourra compter sur votre aide précieuse pour relever les défis auxquels
nous sommes confrontés et faire face aux dangers auxquels sont confrontés nombre de nos
compatriotes.


Le Président (Provedor) et son équipe au service de tous,
António Fernandes
(Mai 2018)